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Por Samir Reis – jan2019

 

O Brasil possui em 2019 o volume de 116 APA`s (Áreas de Preservação Ambiental) como parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o estado de São Paulo reúne o maior volume de APA`s do território nacional com quase 30%.

Uma APA consiste em uma extensa área protegida com objetivo de preservar a vida silvestre, na cidade de São Paulo contamos com 2 APA`s (Capivari Monos e Bororé Colônia) cobrindo mais de 1/5 do território municipal.

A APA Capivari-Monos está localizada no extremo sul do município de São Paulo, na Subprefeitura de Parelheiros,

 

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 photo by Infinity: Ponto da Balsa Bororé

 

Nela é possível encontrar uma floresta de nível secundário em avançado estágio de regeneração, onde abriga várias espécies de macacos, como o mico, macaco barrigudo, bugio e mono carvoeiro, sendo esse último que compõe o nome dessa APA, também é morada da Suçuarana (onça parda) e do tapir (Anta, maior mamífero terrestre brasileiro).  

Nessa área preservada em plena metrópole paulista encontramos o último rio de grande porte limpo e de águas cristalinas da cidade, o local também abriga tribos indígenas, uma rica produção de orgânicos e PANCS, diversos parques, templos e igrejas, além de centros culturais e de arte, borboletário, marinas, pesqueiros…ufa tanta coisa que não cabe em um único post. 

Acredito que essa introdução seja suficiente para que possa explorar essa área da cidade.

 

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, árvore, planta e atividades ao ar livre

  photo by Infinity: Entrada da ong Eco Ativa
 

A APA de São Paulo é tão grande e rica que foi criado um site especificamente para explicar ao visitante sobre sua diversidade http://www.cidadedesaopaulo.com/ecoturismo/bemvindo/historia/?lang=pt que compõe o Pólo Eco-Turistico de São Paulo. 

Como chegar?

Há duas formas principais de se chegar a APA Capivari Monos, nesse post trataremos apenas da forma privada, saindo do centro da capital paulista seguindo direto para a Selva-SP https://www.selvasp.com.br/ uma parceira da Infinity para a exploração aventureira do pólo, em outros posts falarmos de como chegar a outras partes da APA Capivari Monos.

  • Seguir pela Av. 23 de maio (passará pelo aeroporto de Congonhas)
  • Pegar a Av. Washington Luis
  • Entrar na Av. Interlagos (seguindo por ela, atravessará o rio Jurubatuba (continuação do rio Pinheiros) Obs: nesse ponto os dois rios São Poluídos e desaguará na represa Billings (onde uma parcela dela também é poluída :-(

 

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photo by Infinity: Aéreo São Paulo – Rio Jurubatuba
 
  • Seguira na Av. Interlagos até a placa que aponta para o SESC Interlagos.
  • Entrar na Av. Teotônio Vilela 
  • A Teotônio Vilela se transformará na Av, Sadamu Inoue, seguir por ela, ponde passará por baixo do Rodo Anel
  • Essa avenida se transformará na Estrada Engenheiro Marsilac aqui prestar a atenção pois se bifurcará, manter o lado esquerdo senão vai seguir pela estrada do Cipó, observe a placa que leva a vila de Engenheiro Masilac (aqui nesse ponto entrará na demarcação da APA Capivari Monos, em diversos pontos não haverá sinal de celular, ou internet.
  • Ao Chegar na vila de Masilac seguir reto até chegar na estrada de terra.
  • Nesse ponto seguirá por 6km de estrada de terra, cascalhada, mas em alguns pontos com buracos, passará por uma ponte de madeira, prestar atenção a sua esquerda até chegar na placa da SELVA-SP.
  • No local há uma taxa para o carro, e regras em relação ao Som e consumo de bebidas e comida.  

 

A imagem pode conter: árvore, casa, planta e atividades ao ar livre

photo by Infinity: Entrada da Selva SP

Caso seja adepto do GPS colocar Marsilac, aqui prestar atenção, pois o GPS tentará lhe jogar via Rodo Anel (onde não há acesso), ou via APA Bororé Colônia via Balsa (não recomendo) pois haverá um emaranhado de estradas de terra e pode se perder e sem sinal de nada.

 

O que fazer?

A APA Capivari tem tanta coisa que pode fazer programações para um bate e volta ou programação para 2 dias, um feriado inteiro ou até 10 dias e não fará tudo que a APA oferece.

Então vamos fatiar esse cantinho inexplorado de São Paulo nesse primeiro contato recomendamos iniciar com pequenas incursões no APA para descobri-la aos poucos.

 

Atividades 

Trilhas com 5h por paisagens incríveis, onde se pode avistar animais silvestres e a fauna da Mata Atlântica.

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photo by Infinity: trilha 5km APA Capivari Monos

 

SUP – Stand up paddle no rio Capivari.

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photo by Infinity: SUP de 3h no rio Capivari

 

Almoçar na APA, o local conta com incríveis pra apreciar boa gastronomia.

A imagem pode conter: mesa e área interna

photo by Infinity: Centro Paulus

 

Rafting, técnica de descida em corredeiras usando bote inflável.

 A imagem pode conter: atividades ao ar livre, água e natureza

 photo by Alecio (Selva SP) – Rafting Rio Capivari

 

Cachoeiras, o local conta com várias e de águas cristalinas.

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photo by Infinity: Trilha das Cachoeiras 

 

Visita a produção orgânica.

 A imagem pode conter: planta, árvore, atividades ao ar livre e natureza

 photo by Infinity: Produção de orgânicos do Edu.
 

Caso decida realizar mais de uma dessas atividade recomendo que possa repousar na APA, que conta com lugares hótimos para se hospedar, mas falaremos disso em outro post.

No link do podcast também falamos muito sobre a APA Capivari Monos, ouça.

Quer saber como pode visitar? acompanhe a programação da Infinity em infinity.tur.br/promocoes

 

Hospedando-se em Hostel.

 

No começo do século passado um alemão chamado Richard Shirmann idealizou o conceito de Hostel ao ser surpreendido por uma tempestade, precisando refugiar-se ao longo da Estrada.

 

Na europa essa modalidade de usar um local estilo abrigo, rústico, suficiente para que se pudesse ter um local seguro para pernoitar se espalhou sendo interrompido durante o período da Segunda Grande Guerra, depois disso essa cultura de hospedagem abrigo chegou aos EUA e Canadá, apenas nos anos 60 foi trazida para o Brasil pelos cariocas educadores Joaquim e Ione Trotta.

 

Batizado de Residência Ramos, no bairro de Ramos-RJ permaneceu aberto de 1965 a 1973, no mesmo período havia modelos implantados em São Paulo e Campos do Jordão (interior paulista), fechados no governo militar com a alegação de reunir jovens universitários, no passado eram bem conhecidos como albergues da juventude, por funcionar no estilo de abrigo muito popular entre jovens viajantes ou universitários.

 

Tanto no Brasil como exterior o fato de haver muitos hostels por conseqüência foram criadas associações como uma forma de ter um orgão que pudesse representar o interesse e a divulgação coletiva dessa modalidade de hospedagem.

Aos poucos o nome Albergue foi caindo em desuso e atualmente conhecemos popularmente como um Hostel, mas o que diferencia um Hostel de um Hotel?

 

A imagem pode conter: atividades ao ar livre

hostel7 – Goiânia/Brasil

 

Hoje 2018 essa separação fica cada vez mais difícil, pois a necessidade de atender ao crescente público jovem, tem mudado o comportamento e o processo de muitos hoteis e grandes redes hoteleiras.

 

Basicamente em um hostel quase tudo é compartilhado para que o valor coletivo seja distribuído entre seus usuários, tornando o valor mais acessível individualmente, nesse “quase tudo compartilhado” temos:

 

  • quartos com um conceito de abrigo militar com beliches e várias camas no mesmo espaço. (misto entre gêneros, inclusive)
  • cozinha, em muitos deles é possível ter uma cozinha com fogão, geladeira, utensílios culinários para que sejam usados pelos hospedes no preparo de suas refeições.
  • espaços compartilhados como sala, piscina, salão de jogos, sala de TV, games e livros.
  • banheiros coletivos (ja estive em um na Europa que era coletivo com ambos sexos). 
  • lavanderia compartilhada.

 

A imagem pode conter: área interna

 

Falando assim até parece que estamos falando de um Coworking né? Bem isso é matéria para um outro post.

Muitos hosteis adaptaram seus serviços para atrair o público dos hoteis, criando espaços privativos e com qualidade de hospedagem superior aos espaços coletivos. Hoje é possível encontrar em Hosteis:

 

  • quarto privativo.
  • quarto de casal.
  • quarto para um grupo de amigos fechado. 
  • espaço para eventos de gastronomia, reuniões de empresas, moda e muitos outros serviços.

 

Do outro lado muitos hoteis acabaram criando espaços de auto serviço e compartilhados inspirado nos hostels, hoje podemos dizer que o Hostel está adapatado para os serviços de hotelaria e vice versa, as identidades dos hoteis e hostels vêm se mesclando cada vez mais e acredito que não interromperão essa trajetória.

A hospedagem em hostel exige do hóspede um perfil de troca de experiências (boas e ruins), quando tocamos nesse assunto nem todas a experiências serão positivas, afinal o negativo também faz parte da vida e nos ajuda a crescer como pessoas. Caso seu perfil seja de curiosidade, fácil de se introduzir em meio a pessoas desconhecidas e não tem problema em fazer novas amizades, com certeza hostel é uma ótima opção de hospedagem.

Se não for esse o seu caso repense, pois o perfil de hosteleiros é de quem gosta de descobrir novas pessoas também, além de novos destinos e abre mão do conforto para isso.

Outro motivo para que esteja em um hostel pode ser o custo, algo que foi verídico no passado mas em pleno 2019 não é uma verdade há muitas outras opções de hoteis, airbnb e couch surfing que podem ser mais em conta a muitos hosteis, por isso se for esse o principal objetivo pesquise.

O fator que eu mais uso para hospedagem em hostel é quando estou viajando sozinho e quero fazer novas amizades e ter boas dicas do que conhecer no local que estou visitando, pois as informações turísticas, culturais e de festas concentradas no hostel são ótimas. 

Dicas para quem pretende se aventurar no hostel:

Pesquisa => 

  • Pesquise o destino e se hostel é uma boa opção entre seus objetivos de economia, rede de novos amigos e conforto.
  • Veja as avaliações de quem já se hospedou no mesmo hostel.
  • Eu recomendo os que possuem lokers (armários fechados) para sua melhor segurança.
  • Opções de quartos (coletivo, privado e misto).
  • Banheiros (coletivo e privado). 

Segurança =>

  • Não ostente, pois nunca se sabe quem estará hospedado contigo.
  • Diga apenas o essencial sobre você e seu roteiro até que conheça o interlocutor.
  • Carregue sempre seus bens de valores e documentos consigo.
  • A cada ausência ainda que seja para ir ao banheiro tranque suas coisas.
  • Eu carrego um apito comigo, nós escoteiros temos a mania de ter, cordão, isqueiro, canivete e apito conosco. Por quê do apito? para chamar a atenção, pessoas tendem a paralisar e prestar atenção de onde vem o som, opte pelos de metal com uma bolinha dentro, pois são resistentes e cumprem bem seu papel.
  • Avise seus amigos e parentes onde está e quando volta, incluindo a recepção do hostel.
  • Leve uma pequena lanterna, sempre muito útil.
  • Tenha consigo um adaptador universal de energia, isso pode salvar seu laptop, celular e câmera.

Boas práticas =>

  • Confie nos serviços ofertados pelo hostel, sim ele são comissionados e merecem isso por dar dicas valiosas.
  • Mantenha o ambiente limpo, sua cama, quarto, banheiro e espaços coletivos.
  • Lave sua louça e mantenha a cozinha em ordem.
  • Respeite o silêncio, luzes apagadas e acesas podem ocorrer então que seja com respeito.
  • Roncos (seus ou de terceiros existem) seja feliz.

 

Se gostou dessas dicas deixe aqui seu retorno e caso queira mais informações sobre esse meio alternativo de hospedagem acesse https://despachados.com.br/hostel/

 

Fonte: http://www.alberguesp.com.br/historia.asp